quinta-feira, 9 de outubro de 2014

IDEB e a Educação



IDEB  e a Educação

O economista Gustavo Luschop escritor de textos para a revista Veja, teima sempre em dar seus pitacos na educação do Brasil, e na edição do dia 24 de setembro, não foi diferente e fez algumas análises relativas aos principais candidatos a eleição presidencial.

Ao expressar sobre a situação atual do Brasil em relação aos resultados apontados pela avaliação da prova Brasil, que apura os índices do IDEB em todas as escolas do país. O colunista citou o candidato do PSDB, considerando o Estado de Minas Gerais e São Paulo como referência, no entanto é importante ter a clareza que são vários critérios utilizados para se chegar aos números destes índices.

Um dos critérios refere-se à distorção série idade, outro está relacionado às reprovações dos alunos, considerando que os Estados citados não existem reprovação, pois os alunos aprovam automaticamente até chegar ao final do Ensino Fundamental, (9.º ano, antiga 8ª série), prova disto, na condição de diretor de Colégio, recebi uma aluna de São Paulo, no 9.º ano, que não conhece as cores verdes e amarelas e nem as vogais.

Quando o aluno que já reprovou faz avaliação da prova Brasil, este tem sua nota dividida automaticamente por dois, quando o aluno que estuda num Estado onde não há reprovação, a nota que ele alcança na prova não é dividida ficando uma nota maior que a dos demais Estados porque nas escolas em geral onde não tem aprovação automática, sempre tem alguns alunos que reprovaram alguma vez, considerando os parâmetros avaliativos por disciplinas.

Portanto se o referencial do Sr. Gustavo Luschop sobre educação são os de São Paulo e Minas Gerais, é bom que ele tenha conhecimento dos critérios do MEC, e também saiba que o aluno com aprovação automática oferece um grande retrocesso à educação, e os números do IDEB, infelizmente são apenas inchados por levar em conta “a não reprovação e a não distorção idade série”.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil,  25  de Setembro de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 7 de setembro de 2014

Monarquia disfarçada



Monarquia disfarçada

A prática da monarquia ocorre na forma de governo, em que o chefe de estado mantém se no governo até sua morte ou no caso de abdicação, sendo repassada a continuidade do comando para um herdeiro “filho”.

Na forma de governo republicana, como é o caso do Brasil, a lei especifica que o mandatário terá seu cargo político de executivo pelo período de quatro anos, sendo realizada nova eleição, observando o direito de o mandatário disputar a segunda eleição consecutiva.

Ao considerar os rumos políticos na atual conjuntura eleitoral, torna-se possível observar situações reais e cenários previsíveis que mesmo numa política onde não há mandatos de “pais para filhos”, na condição de herança, existem comandos de Estados e Municípios, que ao estudar a história política, percebe-se que a monarquia só não acontece nos moldes legais tal qual a forma de governo foi concebida há muitos séculos.

Muitos são os políticos que no poder executivo ou legislativo, mantém suas famílias no exercício do poder político há décadas e centenas de anos, como mencionado na revista super interessante de julho de 2013.

Diante dos diversos cenários eleitorais para o dia 05 de outubro de 2014, a monarquia estará continuando de forma disfarçada no Brasil, onde filhos de políticos são candidatos e estarão assumindo o poder, pelo nome da família, mesmo sem ter propostas  políticas consistentes.

Para quem ainda não observou, basta fazer um pequeno históricos na maioria dos Estados e poderá constatar que tem sido pouca rotatividade de mandatários do executivo, além das cadeiras legislativas da Câmara dos Deputados, Senado e Assembléia legislativa.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 07 de Setembro de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 17 de agosto de 2014

Impunidade: Ciclista sem braço



Impunidade: Ciclista sem braço

Que sentimento pode ter um ser humano após provocar um acidente?  Um curso superior pode mudar atitudes na vida de um cidadão?  

Ao considerar estas perguntas torna-se interessante observar alguns acontecimentos pontuais. Conforme todos os noticiários, no dia 10 de março de 2013, o jovem de 21 anos, trabalhador que estava indo para mais um dia de lavar vidros em prédios, na cidade de São Paulo, teve a infelicidade de ser atingido por um carro.

David, ciclista iria trabalhar naquele dia limpando vidros do Instituto do Câncer, ao ser atropelado perdeu seu braço, contou com pessoas que viram a situação acontecer, o moço Thiago Chagas dos Santos, técnico em enfermagem fez os primeiros socorros. Na ocasião o ciclista chegou a dizer que estaria perdoando o motorista embriagado, que era acadêmico de psicologia.

O motorista ao atropelar e decepar o braço do ciclista,  além de não prestar socorro,  teve a malandragem de pegar o braço do David, que caiu dentro do carro após quebrar o para-brisa,  e jogar dentro de um rio acreditando que o ciclista estava morto e não faria diferença.

David diz que a justiça ficou do lado deles, referindo-se ao: acadêmico de psicologia, motorista embriagado, que teve coragem de jogar o braço dele num córrego não permitindo o reimplante do mesmo, motorista não foi acusado de homicídio apenas de lesão corporal, condenado apenas a dormir na cadeia por Seis anos, e pagar indenização de 60 salários mínimos.

Diante desta situação, cabe a reflexão será que as  condições sociais de uma família fazem muita diferença nas atitudes dos filhos frente à desgraça alheia, ou ainda um curso superior, principalmente o de psicologia torna o cidadão mais humano, ou nas atitudes prevalecem  as defendidas na família independente da formação acadêmica?

O ciclista foi punido duas vezes, no acidente e ao saber do resultado da justiça, enquanto que o atropelador aproveita da impunidade e como dizem a juventude “está de boa”, tido apenas na condição de um atropelador assustado que fugiu com medo de ração das pessoas da rua.

O consolo para o jovem David, está na prótese recebida de presente na cidade de Sorocaba, São Paulo no valor de trezentos mil reais, oportunizando a reaprender movimentos e aproximar da vida normal que tinha antes do acidente.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 17 de Agosto de 2014
Dario Belibaldo Acacio

sábado, 26 de julho de 2014

Israel e Osvaldo Aranha



Israel e Osvaldo Aranha

Em 29 de novembro de 1947 o Sr. Osvaldo Aranha, que foi advogado, político e diplomata, assumiu o posto de chefe da delegação brasileira na recém criada Organização das Nações Unidas, nesta condição teve a oportunidade de presidir a II reunião da ONU, dando seu voto minerva e decisivo elaborando a Resolução 181 para a partição da Palestina, criando o Estado de Israel.

O brasileiro tornou-se uma celebridade para os Israelenses, inclusive existem Ruas com o nome de Osvaldo Aranha, além de placas de homenagens, a exemplo de Jerusalém – Capital que possui uma em memória de Aranha.

É notório que a colocação de Israel no mapa, trouxe grandes avanças naquele território em todas as áreas, resultando numa potência financeira, bélica, cultural, educacional e outras relacionadas a pesquisas científicas, colocando o país em evidência inclusive o IDH está entre os vinte melhores do mundo.

A história de Israel mesmo sendo antiga, tem muitas situações que parecem se repetir, quando relacionadas a disputas de territórios, mesmo com a independência proferida em 14 de maio de 1948, e acordos entre a Palestina e Israel administrar a Faixa de Gaza, atualmente os conflitos aumentam, pois o Grupo Hamas está no controle  Faixa de Gaza e Israel tem atacado sem muitas tréguas.

Diante de tanto ataques por parte de Israel que possui um grande aparato bélico, contra a Faixa de Gaza, provocando a morte de mulheres e crianças, o Brasil teve um gesto contra estas mortes convocando o embaixador brasileiro em Tel Aviv, recebendo como ofensiva de Israel o título de “anão diplomático”.

Ao considerar que o Brasil possui boas relações com a maioria dos países em apoio à paz, poderia Israel reconhecer o Brasil nesta condição e principalmente, honrar a memória de um brasileiro que há 54 anos faleceu, mas em vida fez a história mudar em benefício ao “Estado de Israel”, ao invés de comparar o Brasil, como anão diplomático e envolver resultados negativos do futebol na copa do mundo, deveriam respeitar e agradecer ao Brasil em nome de Osvaldo Aranha.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 26 de Julho de 2014.
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 13 de julho de 2014

Copa derrotas e vitórias



Copa derrotas e vitórias



A copa do mundo acabou no Brasil, restando suas histórias que ficarão para a posteridade, sejam as festas, as intrigas, os protestos, as derrotas e as vitórias.

Como mencionei em outra oportunidade, a copa devia ter sido rejeitada no ano de 2007, não após ser definido o Brasil e os investimentos estarem acontecendo.


Infelizmente a história do Brasil dentro de campo, ficou com uma marca negativa enorme, nos remetendo ao ano de 1920, quando perdeu por 6 a 0 do Uruguai, placar com diferença igual repetido em São Paulo 94 anos após.


Com certeza independente dos resultados no campo, a Fifa conseguiu faturar seu milhões, sem maiores problemas, pois patrocinadores e governo deram o amparo necessário a esta entidade, outras situações referentes a ganhos, são os comerciantes da rede hoteleira, restaurantes, estacionamentos e outros, tiveram um lucro acima do corriqueiro.


O país de fato acabou tendo seus gastos públicos, e por mais recursos que os turistas tenham trazidos, possivelmente não  compense os investimentos altíssimos do Brasil para a realização da copa.


As vitórias podem estar nas festas que os torcedores fizeram ao longo da copa, no bom humor das pessoas curtindo o momento único de assistir a copa do mundo no Brasil após sessenta e quatro anos da primeira edição, além da Alemanha se destacar por ganhar campeonato mundial pela sua dedicação e disciplina tática, deram uma aula sobre futebol principalmente ao país detentor de cinco títulos mundiais.


Ainda sobre vitórias, a Alemanha  recebeu  78 milhões de prêmios, e o Brasil teve a premiação de 44 milhões mesmo com sua quarta posição. Mas afinal, enquanto torcedores fanáticos choraram pelo Brasil, gastaram nos estádios adquirindo ingressos, pagaram hotéis, compraram bebidas e alimentos, além de televisores querendo a melhor imagem do mundial no Brasil, os jogadores que tiveram a pior participação de todos os mundiais, recebem todos juntos salários superiores a 23 milhões e oitocentos reais e por mais que discursem agora, parecem que não estão preocupados com o apoio recebido da torcida, isto é, que motivos teriam para almejar tanto a vitória.


Quanto ao técnico basta observar que a história não deu a nenhum treinador brasileiro dois títulos mundiais, Zagalo, Parreira e agora Felipão, tentaram ter duas vitórias em copas do mundo, mas não conseguiram, mas como as derrotas de técnicos não são o fim da linha, sempre conseguem a vitória de treinar outro time ou seleção, demonstrando também que o povo sente mais a derrota em campo, que os jogadores e equipe técnica.



Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 13 de Julho de 2014.

Dario Belibaldo Acacio