domingo, 7 de setembro de 2014

Monarquia disfarçada



Monarquia disfarçada

A prática da monarquia ocorre na forma de governo, em que o chefe de estado mantém se no governo até sua morte ou no caso de abdicação, sendo repassada a continuidade do comando para um herdeiro “filho”.

Na forma de governo republicana, como é o caso do Brasil, a lei especifica que o mandatário terá seu cargo político de executivo pelo período de quatro anos, sendo realizada nova eleição, observando o direito de o mandatário disputar a segunda eleição consecutiva.

Ao considerar os rumos políticos na atual conjuntura eleitoral, torna-se possível observar situações reais e cenários previsíveis que mesmo numa política onde não há mandatos de “pais para filhos”, na condição de herança, existem comandos de Estados e Municípios, que ao estudar a história política, percebe-se que a monarquia só não acontece nos moldes legais tal qual a forma de governo foi concebida há muitos séculos.

Muitos são os políticos que no poder executivo ou legislativo, mantém suas famílias no exercício do poder político há décadas e centenas de anos, como mencionado na revista super interessante de julho de 2013.

Diante dos diversos cenários eleitorais para o dia 05 de outubro de 2014, a monarquia estará continuando de forma disfarçada no Brasil, onde filhos de políticos são candidatos e estarão assumindo o poder, pelo nome da família, mesmo sem ter propostas  políticas consistentes.

Para quem ainda não observou, basta fazer um pequeno históricos na maioria dos Estados e poderá constatar que tem sido pouca rotatividade de mandatários do executivo, além das cadeiras legislativas da Câmara dos Deputados, Senado e Assembléia legislativa.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 07 de Setembro de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 17 de agosto de 2014

Impunidade: Ciclista sem braço



Impunidade: Ciclista sem braço

Que sentimento pode ter um ser humano após provocar um acidente?  Um curso superior pode mudar atitudes na vida de um cidadão?  

Ao considerar estas perguntas torna-se interessante observar alguns acontecimentos pontuais. Conforme todos os noticiários, no dia 10 de março de 2013, o jovem de 21 anos, trabalhador que estava indo para mais um dia de lavar vidros em prédios, na cidade de São Paulo, teve a infelicidade de ser atingido por um carro.

David, ciclista iria trabalhar naquele dia limpando vidros do Instituto do Câncer, ao ser atropelado perdeu seu braço, contou com pessoas que viram a situação acontecer, o moço Thiago Chagas dos Santos, técnico em enfermagem fez os primeiros socorros. Na ocasião o ciclista chegou a dizer que estaria perdoando o motorista embriagado, que era acadêmico de psicologia.

O motorista ao atropelar e decepar o braço do ciclista,  além de não prestar socorro,  teve a malandragem de pegar o braço do David, que caiu dentro do carro após quebrar o para-brisa,  e jogar dentro de um rio acreditando que o ciclista estava morto e não faria diferença.

David diz que a justiça ficou do lado deles, referindo-se ao: acadêmico de psicologia, motorista embriagado, que teve coragem de jogar o braço dele num córrego não permitindo o reimplante do mesmo, motorista não foi acusado de homicídio apenas de lesão corporal, condenado apenas a dormir na cadeia por Seis anos, e pagar indenização de 60 salários mínimos.

Diante desta situação, cabe a reflexão será que as  condições sociais de uma família fazem muita diferença nas atitudes dos filhos frente à desgraça alheia, ou ainda um curso superior, principalmente o de psicologia torna o cidadão mais humano, ou nas atitudes prevalecem  as defendidas na família independente da formação acadêmica?

O ciclista foi punido duas vezes, no acidente e ao saber do resultado da justiça, enquanto que o atropelador aproveita da impunidade e como dizem a juventude “está de boa”, tido apenas na condição de um atropelador assustado que fugiu com medo de ração das pessoas da rua.

O consolo para o jovem David, está na prótese recebida de presente na cidade de Sorocaba, São Paulo no valor de trezentos mil reais, oportunizando a reaprender movimentos e aproximar da vida normal que tinha antes do acidente.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 17 de Agosto de 2014
Dario Belibaldo Acacio

sábado, 26 de julho de 2014

Israel e Osvaldo Aranha



Israel e Osvaldo Aranha

Em 29 de novembro de 1947 o Sr. Osvaldo Aranha, que foi advogado, político e diplomata, assumiu o posto de chefe da delegação brasileira na recém criada Organização das Nações Unidas, nesta condição teve a oportunidade de presidir a II reunião da ONU, dando seu voto minerva e decisivo elaborando a Resolução 181 para a partição da Palestina, criando o Estado de Israel.

O brasileiro tornou-se uma celebridade para os Israelenses, inclusive existem Ruas com o nome de Osvaldo Aranha, além de placas de homenagens, a exemplo de Jerusalém – Capital que possui uma em memória de Aranha.

É notório que a colocação de Israel no mapa, trouxe grandes avanças naquele território em todas as áreas, resultando numa potência financeira, bélica, cultural, educacional e outras relacionadas a pesquisas científicas, colocando o país em evidência inclusive o IDH está entre os vinte melhores do mundo.

A história de Israel mesmo sendo antiga, tem muitas situações que parecem se repetir, quando relacionadas a disputas de territórios, mesmo com a independência proferida em 14 de maio de 1948, e acordos entre a Palestina e Israel administrar a Faixa de Gaza, atualmente os conflitos aumentam, pois o Grupo Hamas está no controle  Faixa de Gaza e Israel tem atacado sem muitas tréguas.

Diante de tanto ataques por parte de Israel que possui um grande aparato bélico, contra a Faixa de Gaza, provocando a morte de mulheres e crianças, o Brasil teve um gesto contra estas mortes convocando o embaixador brasileiro em Tel Aviv, recebendo como ofensiva de Israel o título de “anão diplomático”.

Ao considerar que o Brasil possui boas relações com a maioria dos países em apoio à paz, poderia Israel reconhecer o Brasil nesta condição e principalmente, honrar a memória de um brasileiro que há 54 anos faleceu, mas em vida fez a história mudar em benefício ao “Estado de Israel”, ao invés de comparar o Brasil, como anão diplomático e envolver resultados negativos do futebol na copa do mundo, deveriam respeitar e agradecer ao Brasil em nome de Osvaldo Aranha.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 26 de Julho de 2014.
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 13 de julho de 2014

Copa derrotas e vitórias



Copa derrotas e vitórias



A copa do mundo acabou no Brasil, restando suas histórias que ficarão para a posteridade, sejam as festas, as intrigas, os protestos, as derrotas e as vitórias.

Como mencionei em outra oportunidade, a copa devia ter sido rejeitada no ano de 2007, não após ser definido o Brasil e os investimentos estarem acontecendo.


Infelizmente a história do Brasil dentro de campo, ficou com uma marca negativa enorme, nos remetendo ao ano de 1920, quando perdeu por 6 a 0 do Uruguai, placar com diferença igual repetido em São Paulo 94 anos após.


Com certeza independente dos resultados no campo, a Fifa conseguiu faturar seu milhões, sem maiores problemas, pois patrocinadores e governo deram o amparo necessário a esta entidade, outras situações referentes a ganhos, são os comerciantes da rede hoteleira, restaurantes, estacionamentos e outros, tiveram um lucro acima do corriqueiro.


O país de fato acabou tendo seus gastos públicos, e por mais recursos que os turistas tenham trazidos, possivelmente não  compense os investimentos altíssimos do Brasil para a realização da copa.


As vitórias podem estar nas festas que os torcedores fizeram ao longo da copa, no bom humor das pessoas curtindo o momento único de assistir a copa do mundo no Brasil após sessenta e quatro anos da primeira edição, além da Alemanha se destacar por ganhar campeonato mundial pela sua dedicação e disciplina tática, deram uma aula sobre futebol principalmente ao país detentor de cinco títulos mundiais.


Ainda sobre vitórias, a Alemanha  recebeu  78 milhões de prêmios, e o Brasil teve a premiação de 44 milhões mesmo com sua quarta posição. Mas afinal, enquanto torcedores fanáticos choraram pelo Brasil, gastaram nos estádios adquirindo ingressos, pagaram hotéis, compraram bebidas e alimentos, além de televisores querendo a melhor imagem do mundial no Brasil, os jogadores que tiveram a pior participação de todos os mundiais, recebem todos juntos salários superiores a 23 milhões e oitocentos reais e por mais que discursem agora, parecem que não estão preocupados com o apoio recebido da torcida, isto é, que motivos teriam para almejar tanto a vitória.


Quanto ao técnico basta observar que a história não deu a nenhum treinador brasileiro dois títulos mundiais, Zagalo, Parreira e agora Felipão, tentaram ter duas vitórias em copas do mundo, mas não conseguiram, mas como as derrotas de técnicos não são o fim da linha, sempre conseguem a vitória de treinar outro time ou seleção, demonstrando também que o povo sente mais a derrota em campo, que os jogadores e equipe técnica.



Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 13 de Julho de 2014.

Dario Belibaldo Acacio

domingo, 6 de julho de 2014

Mandatos em disputa



Mandatos em disputa

A palavra política conforme Wikipédia significa arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou estados.
 
O ano de 2014 já passou da metade, mas para os desavisados torna-se interessante lembrar que no mês de outubro serão tomadas algumas decisões hiper importantes, por considerar escolhas que interferem diretamente a vida da população durante os próximos quatro anos, além daqueles que terão o mandato de oito anos.

O cidadão que diz com toda eloqüência não perder tempo com a política, pode estar fazendo um favor para o político corrupto, pois a corrupção existe desde o período imperial, no entanto após democratização política do país e dos meios de comunicação, os problemas de má gestão, desperdício dos recursos públicos e outras formas de corrupção, ficaram mais nítidas.

Neste aspecto de corrupção, as mudanças passam pelo voto, isto é, se faz necessário participar e, para fazer isto também é preciso informação, não esquecer em quem votou na última eleição e acompanhar os desempenhos dos políticos atuais, sejam estes do legislativo ou executivo, além de conhecer os que são pretendentes a receber o voto neste ano.

Em 2014, enumerando os cargos em disputa começam pela presidência da república, cargo de mandatário do país exercido por quatro anos e direito a uma reeleição, a escolha ocorre no mês de outubro sendo no primeiro domingo o 1.º turno e no último domingo o 2.º turno em caso do mais votado não atingir o total dos demais com pelo menos um voto de diferença maior.

Ainda no executivo teremos a eleição para Governador de Estado e do Distrito Federal, com características semelhantes da escolha para presidente, quanto ao legislativo existem os cargos de deputados estaduais, representantes da população na Assembléia Legislativa encarregados de legislar e fiscalizar as ações dos Estados em prol da população.

Os deputados federais que após eleitos atuam em Brasília na Câmara dos Deputados, são representantes com quantidades proporcionais a cada Estado da Federação, assim como os deputados estaduais são eleitos para quatro anos sem limites de reeleição, a escolha dos cargos legislativos acontecem em única votação, neste ano em 05 de outubro. Quanto aos senadores, exerce um mandato de oito anos sem limites a reeleição, mas este ano a vaga por Estado é de apenas uma, daqui quatro anos, na próxima eleição serão duas vagas, isto é, cada Estado e o Distrito Federal têm três senadores. 

Diante da disputa de 5 cargos políticos diferentes que interferem diretamente na vida econômica, social dos brasileiros, enfim todas as áreas que abrangem o cotidiano da população, gostaria de deixar algumas palavras de Eugen Berthold Friedrich Brecht, como reflexão sobre o papel de cada cidadão frente as questões políticas do país.

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas”.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 06 de Julho de 2014.
Dario Belibaldo Acacio