domingo, 6 de julho de 2014

Mandatos em disputa



Mandatos em disputa

A palavra política conforme Wikipédia significa arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou estados.
 
O ano de 2014 já passou da metade, mas para os desavisados torna-se interessante lembrar que no mês de outubro serão tomadas algumas decisões hiper importantes, por considerar escolhas que interferem diretamente a vida da população durante os próximos quatro anos, além daqueles que terão o mandato de oito anos.

O cidadão que diz com toda eloqüência não perder tempo com a política, pode estar fazendo um favor para o político corrupto, pois a corrupção existe desde o período imperial, no entanto após democratização política do país e dos meios de comunicação, os problemas de má gestão, desperdício dos recursos públicos e outras formas de corrupção, ficaram mais nítidas.

Neste aspecto de corrupção, as mudanças passam pelo voto, isto é, se faz necessário participar e, para fazer isto também é preciso informação, não esquecer em quem votou na última eleição e acompanhar os desempenhos dos políticos atuais, sejam estes do legislativo ou executivo, além de conhecer os que são pretendentes a receber o voto neste ano.

Em 2014, enumerando os cargos em disputa começam pela presidência da república, cargo de mandatário do país exercido por quatro anos e direito a uma reeleição, a escolha ocorre no mês de outubro sendo no primeiro domingo o 1.º turno e no último domingo o 2.º turno em caso do mais votado não atingir o total dos demais com pelo menos um voto de diferença maior.

Ainda no executivo teremos a eleição para Governador de Estado e do Distrito Federal, com características semelhantes da escolha para presidente, quanto ao legislativo existem os cargos de deputados estaduais, representantes da população na Assembléia Legislativa encarregados de legislar e fiscalizar as ações dos Estados em prol da população.

Os deputados federais que após eleitos atuam em Brasília na Câmara dos Deputados, são representantes com quantidades proporcionais a cada Estado da Federação, assim como os deputados estaduais são eleitos para quatro anos sem limites de reeleição, a escolha dos cargos legislativos acontecem em única votação, neste ano em 05 de outubro. Quanto aos senadores, exerce um mandato de oito anos sem limites a reeleição, mas este ano a vaga por Estado é de apenas uma, daqui quatro anos, na próxima eleição serão duas vagas, isto é, cada Estado e o Distrito Federal têm três senadores. 

Diante da disputa de 5 cargos políticos diferentes que interferem diretamente na vida econômica, social dos brasileiros, enfim todas as áreas que abrangem o cotidiano da população, gostaria de deixar algumas palavras de Eugen Berthold Friedrich Brecht, como reflexão sobre o papel de cada cidadão frente as questões políticas do país.

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas”.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 06 de Julho de 2014.
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 29 de junho de 2014

Interesses pessoais acima da democracia



Interesses pessoais acima da democracia

Em pleno momento de copa do mundo, acontecem as finais das convenções partidárias que definem quais os candidatos estarão disputando os votos dos eleitores brasileiros, as manchetes nos jornais diversos impressos e online, apresentam os nomes de candidatos, convidam partidos para coligações e assim ocorre a formação de chapas majoritárias, presidente, governadores com respectivos vices.

Este aperto no tempo, na realidade acontece diante das necessidades que os grupos têm para montar a chapa de candidatos aguardarem as possíveis candidaturas, no entanto os prazos estipulados pelo Tribunal Superior Eleitoral na Lei nº 12891 de 11 Dezembro de 2013, são conhecido com antecedência de no mínimo um ano, por todos os partidos considerando que o critério continua o mesmo, a escolha de candidatos em 2014 é de 12 a 30 de junho.

As questões democráticas e ideológicas constam no estatuto partidário, demonstrando qual a linha que o partido deve seguir, mas todos conhecem um político ou mais que em sua militância esteve em diversos partidos, deixando claro na história que prevalece as influências pessoais do nome  em detrimento das normas partidárias e discursos ideológicos.

Atualmente no Estado de São Paulo,  humorista Tirica está sendo cotado com base na eleição de 2010, ser um candidato que poderá ter votos suficientes para eleger mais deputados na chapa sejam estes do partido ou da coligação. Desta forma muitos se filiaram no partido independente das questões ideológicas e estatutárias, mas interessados em ser eleitos pelo chamado “puxador de votos”.

Situações semelhantes acontecem em geral com os partidos, muitos  fazem a ata da convenção,  mas devido os acertos não de filiação e sim de coligação, deixam os documentos em aberto, para confirmar a coligação até  o dia 30 de junho. Interessante verificar como ficam explícitos os interesses pessoais acima dos ideais democráticos, quando observa um candidato tentando ter o vice de um partido ou até mesmo do outro que historicamente estão sempre em oposição.

Diante desta situação que acontece, o cidadão deve ficar atento aos interesses políticos existentes em todas as chapas de candidatos, e como a escolha será inevitável, torna-se importante atentar e valorizar as menores incoerências do mundo político, lembrando que infelizmente os interesses pessoais sobrepõem na maioria dos acordos políticos para governar ou legislar.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 29 de Junho de 2014.
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 15 de junho de 2014

Respeito se aprende em casa



Respeito se aprende em casa



A educação caseira sempre fez e fará muito bem a qualquer cidadão, as pessoas que além de receber o ensinamento sobre respeito e pratica, com certeza irá utilizar por toda sua vida, independente da situação em que estiver.


Em outro texto publicado sobre a Copa no Brasil, deixei minha opinião em destaque sobre os manifestos, isto é, estes deveriam ter ocorrido em 2007 e, não após tudo definido relativo ao mundial.


Considerando que a Copa do Mundo de futebol já está acontecendo, cabe aos cidadãos de bem até questionar os custos, encargos e toda conta alta, mas as pessoas públicas sejam de qualquer dos poderes constituídos, estes foram eleitos pela maioria como rege a democracia.


Inclusive na última eleição o candidato José Serra, fez campanha nos entulhos do Maracanã, dizendo que já tinha proposto  a final da copa de 2014 no estádio Maracanã. Se tivesse sido eleito será que teria mudado tudo e feito um país padrão Fifa?


No entanto diante da realidade fico pasmo quando políticos que postulam o poder central do Brasil, dizem nos discursos que  “mandaram a presidente para onde ela devia ir”, nesta frase vejo a total ignorância e baixo nível dos candidatos, quando afirmam que os populares que estavam na abertura da copa do mundo fizeram bem, quando tiveram a imensa falta de educação. 


Neste sentido, abre um precedente para que os próximos presidentes, mesmo sendo aqueles que apóiam a falta de educação, no futuro não venham reclamar se os populares assim também os tratarem com desrespeito.


Acredito que o respeito vem da própria casa e, seja qual for o mandatário da nação deve ser respeitado, além do mais se os brasileiros estavam dentro do estádio na abertura da Copa do Mundo, mas não aceitavam a Copa no Brasil, então porque pagaram R$ 990,00 e estavam lá? Apenas para criticar e mesmo assim deram lucro para a Fifa.


Independente da Copa do Mundo, os cidadãos em geral ainda que não concorde com as atitudes do político, devem respeitar inclusive quem  dirige  a nação.



Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 15 de Junho de 2014.
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 8 de junho de 2014

Eleição e domicílio eleitoral



Eleição e domicílio eleitoral

As regras de filiação e domicílio eleitoral são estabelecidas por leis próprias, adotando critérios gerais para todas as esferas públicas, seja âmbito federal, estadual ou municipal, independente se o político irá concorrer para cargo no poder executivo ou legislativo, as regras são idênticas.

Quando o cidadão consegue registrar sua candidatura para disputar uma eleição, este teve que passar no crivo do Fórum eleitoral responsável por zelar pelo processo eleitoral observando o fiel cumprimento da legislação relativa ao assunto.

Nas eleições de 2002, no Estado de São Paulo o fenômeno Enéas Carneiro com mais de um milhão de votos para deputado federal, fez eleger mais quatro deputados que eram amigos e fundadores do Partido Prona, um deles “Vanderlei de Assis” eleito por 275 votos, teve diversos problemas na justiça por ser morador de Niterói Rio de Janeiro, e teve o título de eleitor cassado porque tinha fraudado o endereço em São Paulo para registrar sua candidatura, além do deputado Il deu Alves Araújo, que morava em Brasília, também eleito na época pelo Prona.

Considerando que mesmo a justiça eleitoral nos casos acima, cassou os títulos eleitorais, mas, não o mandato dos políticos eleitos, demonstrando que a aceitação dos registros de candidaturas com base nos domicílios eleitorais apresentados foram válidos e possibilitou o término do mandato de ambos.

Observando neste sentido, atualmente temos o caso do prefeito de Cascavel, PR, Edgar Bueno que acusou seu opositor no segundo turno das eleições, dizendo nos programas eleitorais de rádio e TV, ser da cidade de Curitiba, as decisões judiciais continuam nos tribunais, inclusive recentemente o Ministério Público Estadual, confirmou a cassação do Edgar, considerando que ele apresentou aos eleitores uma fraude eleitoral pela qual se beneficiou sendo eleito.

Diante dos andamentos pode até reverter à decisão e o TSE julgar procedente a acusação feita por Edgar durante a campanha eleitoral, mas acredito que a justiça eleitoral aceitou a candidatura com base na Lei 99504/97 no artigo 9.º

“Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo”

Ou seja, o candidato acusado de não ter domicílio eleitoral em Cascavel, só concorreu  na eleição porque a justiça eleitoral aprovou sua candidatura dando veracidade aos comprovantes de endereço na cidade, a partir do momento que o prefeito usou o argumento “professor Lemos não mora em Cascavel”, indiretamente acusou também a justiça de errar em aceitar a candidatura.

Portanto, a movimentação política e judicial do caso de Cascavel ainda continua, mas ao que parece  a justiça não está propensa em contrariar as decisões locais já tomadas no caso, deixando evidente que o uso político do tema “domicílio eleitoral na eleição” não tem sido aceito pela justiça, pois estariam desta forma contrariando as decisões tomadas no registro da candidatura.  

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 08 de Junho de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 1 de junho de 2014

Tecnologias e os alunos



Tecnologias e os alunos

A evolução de todos os sistemas tecnológicos tem ofertado à população em geral, constantes inovações na informática e todos seus periféricos criados para melhorar a comunicação virtual.

A geração atual possui uma agilidade no manuseio de todo os sistemas tecnológicos ligados a informatização e informação que multiplicam seus lançamentos a cada tempo, com uma periodicidade menor, deixando perplexos e distantes os que preferem manter os aparelhos mais antigos em mãos.

O Celular que chegou ao Brasil em 1990 popularizou no decorrer daquela década, hoje quantidades destes aparelhos são superiores ao da população brasileira,  além de existir uma diversidade de modelos e aplicativos, para facilitar a vida dos cidadãos. 

Nas mãos dos adolescentes podem ser uma eficácia nas informações em tempo real, tanto entre a comunicação do meio “adolescentes” ou, se quiser utilizar no sentido de pesquisar e construir conhecimentos e receber notícias de todas as áreas envolvendo o mundo.

Visto em pesquisas recentes (publicadas no site dia a dia da educação), adolescentes vêem o uso do celular ou tablets como um recurso adicional para aprendizagem, inclusive há pesquisadores e profissionais atuantes em sala de aula os quais defendem esta situação.

Ao considerar o fato em que os adolescentes apreendem com facilidade as novas tecnologias, dominando com muita precisão, chega, portanto a necessidade dos profissionais participarem da inclusão digital, ou seja, alguns movimentos já existem direcionados pelo Governo Federal, enviando tablets aos professores, o Governo do Estado tem promovido cursos de mobilidade para o uso seja disseminado e possam dominar estas ferramentas que os alunos dominam com muita facilidade.

Para os professores Dra. Glaucia da Silva Brito e Dra. Nuria Pons Vilardell Camas, da UFPR, “os professores precisam pensar enquanto usuário do tablet e também devem compreender que este equipamento é para agregar e não substituir o quadro e giz, mas melhorar a profissão”. 

Em relação aos alunos utilizar ferramentas tecnológicas na escola, se faz necessário por parte do professor a condução de todo o processo de construção dos conteúdos científicos, ou seja, primeiramente os profissionais precisam estar seguros no uso destas mobilidades tecnológicas, para que os alunos possam usufruir destes equipamentos “celulares, tablets”, com objetivos claros de “ensino aprendizagem”, caso contrário os equipamentos são usados pelos alunos com finalidades diversas, menos a aprendizagem  dos conteúdos escolares, além de prejudicar colegas e professores. 

   Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 01 de Junho de 2014
Dario Belibaldo Acacio