sábado, 25 de outubro de 2014

Projetos de Brasil



Projetos de Brasil

O Brasil possui um sistema político assegurado pela constituição federal, que permite a liberdade de expressão do cidadão comum, políticos podem candidatar aos cargos eletivos desde que estejam dentro dos critérios da legislação partidária e leis específicas executadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Observando as eleições de 2014, considerada até o momento a mais disputada dos últimos vinte cinco anos, torna-se interessante destacar que a eleição presidencial, sendo para um cargo mais cobiçado dentro do poder executivo, teve diversos revés e ineditismo eleitoral, como a morte de candidato, viradas históricas que ainda parecem estar acontecendo durante os dias finais de campanha e até entre as horas que antecedem o pleito eleitoral.

O Brasil não é o melhor país de se viver, no entanto mesmo as pessoas que não residiram fora do país, tem a noção que também não moramos no pior, diante desta realidade simples é importante abrir os olhos e os livros que contam a história das últimas duas décadas e, conceituar os tipos de mudanças ocorridas.

Não precisa ser cientista, para apontar alguns, o salário mínimo em torno de trezentos dólares, enquanto há doze anos estava em menor que cem dólares, houve um aumento de 350%, contra uma inflação menor que 100%, as aberturas de créditos para residências e automóvel, foi um grande salto beneficiando o trabalhador, além dos 36 milhões de brasileiros que passaram a fazer parte da nova classe média do Brasil, desemprego abaixo de 5%, além de um destaque especial ao PROUNI, oportuniza o filho do trabalhador estudar o Curso Superior em Faculdade particular sendo pago as mensalidades pelo Governo Federal, além do grande número de cursos superiores públicos abertos recentemente.

Estes poucos pontos é apenas uma amostra de um projeto de país, onde o trabalhador está tendo oportunidades, ao contrário de um projeto voltado a exclusão social, por meio da elitização do Curso Superior com abertura de faculdades somente particular sem subsídios algum, que não dava oportunidade ao acesso do trabalhador a faculdade, o salário mínimo baixo em relação às despesas da família, outro fator relacionado ao trabalho ainda que informal, está na valorização atual da mão de obra, os diaristas atualmente recebem seis vezes mais que no passado, sendo hoje alvo de críticas daqueles que preferem um projeto de Brasil capaz de voltar ao passado arrochando salários, baixando os custos de mão de obra, para que de fato possa atender os anseios dos grandes industriais e elite brasileira.

O atual governo não inventou o Brasil, mas que inventaram algumas formas de elevar a renda do trabalhador, isto é fato incontestável  o qual cabe ao trabalhador refletir a importância do seu trabalho ter sido mais bem avaliado e valorizado financeiramente. Diante da situação no segundo turno das eleições presidenciais há dois projetos para o Brasil.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 25 de Outubro de 2014.
Dario Belibaldo Acacio

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

IDEB e a Educação



IDEB  e a Educação

O economista Gustavo Luschop escritor de textos para a revista Veja, teima sempre em dar seus pitacos na educação do Brasil, e na edição do dia 24 de setembro, não foi diferente e fez algumas análises relativas aos principais candidatos a eleição presidencial.

Ao expressar sobre a situação atual do Brasil em relação aos resultados apontados pela avaliação da prova Brasil, que apura os índices do IDEB em todas as escolas do país. O colunista citou o candidato do PSDB, considerando o Estado de Minas Gerais e São Paulo como referência, no entanto é importante ter a clareza que são vários critérios utilizados para se chegar aos números destes índices.

Um dos critérios refere-se à distorção série idade, outro está relacionado às reprovações dos alunos, considerando que os Estados citados não existem reprovação, pois os alunos aprovam automaticamente até chegar ao final do Ensino Fundamental, (9.º ano, antiga 8ª série), prova disto, na condição de diretor de Colégio, recebi uma aluna de São Paulo, no 9.º ano, que não conhece as cores verdes e amarelas e nem as vogais.

Quando o aluno que já reprovou faz avaliação da prova Brasil, este tem sua nota dividida automaticamente por dois, quando o aluno que estuda num Estado onde não há reprovação, a nota que ele alcança na prova não é dividida ficando uma nota maior que a dos demais Estados porque nas escolas em geral onde não tem aprovação automática, sempre tem alguns alunos que reprovaram alguma vez, considerando os parâmetros avaliativos por disciplinas.

Portanto se o referencial do Sr. Gustavo Luschop sobre educação são os de São Paulo e Minas Gerais, é bom que ele tenha conhecimento dos critérios do MEC, e também saiba que o aluno com aprovação automática oferece um grande retrocesso à educação, e os números do IDEB, infelizmente são apenas inchados por levar em conta “a não reprovação e a não distorção idade série”.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil,  25  de Setembro de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 7 de setembro de 2014

Monarquia disfarçada



Monarquia disfarçada

A prática da monarquia ocorre na forma de governo, em que o chefe de estado mantém se no governo até sua morte ou no caso de abdicação, sendo repassada a continuidade do comando para um herdeiro “filho”.

Na forma de governo republicana, como é o caso do Brasil, a lei especifica que o mandatário terá seu cargo político de executivo pelo período de quatro anos, sendo realizada nova eleição, observando o direito de o mandatário disputar a segunda eleição consecutiva.

Ao considerar os rumos políticos na atual conjuntura eleitoral, torna-se possível observar situações reais e cenários previsíveis que mesmo numa política onde não há mandatos de “pais para filhos”, na condição de herança, existem comandos de Estados e Municípios, que ao estudar a história política, percebe-se que a monarquia só não acontece nos moldes legais tal qual a forma de governo foi concebida há muitos séculos.

Muitos são os políticos que no poder executivo ou legislativo, mantém suas famílias no exercício do poder político há décadas e centenas de anos, como mencionado na revista super interessante de julho de 2013.

Diante dos diversos cenários eleitorais para o dia 05 de outubro de 2014, a monarquia estará continuando de forma disfarçada no Brasil, onde filhos de políticos são candidatos e estarão assumindo o poder, pelo nome da família, mesmo sem ter propostas  políticas consistentes.

Para quem ainda não observou, basta fazer um pequeno históricos na maioria dos Estados e poderá constatar que tem sido pouca rotatividade de mandatários do executivo, além das cadeiras legislativas da Câmara dos Deputados, Senado e Assembléia legislativa.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 07 de Setembro de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 17 de agosto de 2014

Impunidade: Ciclista sem braço



Impunidade: Ciclista sem braço

Que sentimento pode ter um ser humano após provocar um acidente?  Um curso superior pode mudar atitudes na vida de um cidadão?  

Ao considerar estas perguntas torna-se interessante observar alguns acontecimentos pontuais. Conforme todos os noticiários, no dia 10 de março de 2013, o jovem de 21 anos, trabalhador que estava indo para mais um dia de lavar vidros em prédios, na cidade de São Paulo, teve a infelicidade de ser atingido por um carro.

David, ciclista iria trabalhar naquele dia limpando vidros do Instituto do Câncer, ao ser atropelado perdeu seu braço, contou com pessoas que viram a situação acontecer, o moço Thiago Chagas dos Santos, técnico em enfermagem fez os primeiros socorros. Na ocasião o ciclista chegou a dizer que estaria perdoando o motorista embriagado, que era acadêmico de psicologia.

O motorista ao atropelar e decepar o braço do ciclista,  além de não prestar socorro,  teve a malandragem de pegar o braço do David, que caiu dentro do carro após quebrar o para-brisa,  e jogar dentro de um rio acreditando que o ciclista estava morto e não faria diferença.

David diz que a justiça ficou do lado deles, referindo-se ao: acadêmico de psicologia, motorista embriagado, que teve coragem de jogar o braço dele num córrego não permitindo o reimplante do mesmo, motorista não foi acusado de homicídio apenas de lesão corporal, condenado apenas a dormir na cadeia por Seis anos, e pagar indenização de 60 salários mínimos.

Diante desta situação, cabe a reflexão será que as  condições sociais de uma família fazem muita diferença nas atitudes dos filhos frente à desgraça alheia, ou ainda um curso superior, principalmente o de psicologia torna o cidadão mais humano, ou nas atitudes prevalecem  as defendidas na família independente da formação acadêmica?

O ciclista foi punido duas vezes, no acidente e ao saber do resultado da justiça, enquanto que o atropelador aproveita da impunidade e como dizem a juventude “está de boa”, tido apenas na condição de um atropelador assustado que fugiu com medo de ração das pessoas da rua.

O consolo para o jovem David, está na prótese recebida de presente na cidade de Sorocaba, São Paulo no valor de trezentos mil reais, oportunizando a reaprender movimentos e aproximar da vida normal que tinha antes do acidente.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 17 de Agosto de 2014
Dario Belibaldo Acacio

sábado, 26 de julho de 2014

Israel e Osvaldo Aranha



Israel e Osvaldo Aranha

Em 29 de novembro de 1947 o Sr. Osvaldo Aranha, que foi advogado, político e diplomata, assumiu o posto de chefe da delegação brasileira na recém criada Organização das Nações Unidas, nesta condição teve a oportunidade de presidir a II reunião da ONU, dando seu voto minerva e decisivo elaborando a Resolução 181 para a partição da Palestina, criando o Estado de Israel.

O brasileiro tornou-se uma celebridade para os Israelenses, inclusive existem Ruas com o nome de Osvaldo Aranha, além de placas de homenagens, a exemplo de Jerusalém – Capital que possui uma em memória de Aranha.

É notório que a colocação de Israel no mapa, trouxe grandes avanças naquele território em todas as áreas, resultando numa potência financeira, bélica, cultural, educacional e outras relacionadas a pesquisas científicas, colocando o país em evidência inclusive o IDH está entre os vinte melhores do mundo.

A história de Israel mesmo sendo antiga, tem muitas situações que parecem se repetir, quando relacionadas a disputas de territórios, mesmo com a independência proferida em 14 de maio de 1948, e acordos entre a Palestina e Israel administrar a Faixa de Gaza, atualmente os conflitos aumentam, pois o Grupo Hamas está no controle  Faixa de Gaza e Israel tem atacado sem muitas tréguas.

Diante de tanto ataques por parte de Israel que possui um grande aparato bélico, contra a Faixa de Gaza, provocando a morte de mulheres e crianças, o Brasil teve um gesto contra estas mortes convocando o embaixador brasileiro em Tel Aviv, recebendo como ofensiva de Israel o título de “anão diplomático”.

Ao considerar que o Brasil possui boas relações com a maioria dos países em apoio à paz, poderia Israel reconhecer o Brasil nesta condição e principalmente, honrar a memória de um brasileiro que há 54 anos faleceu, mas em vida fez a história mudar em benefício ao “Estado de Israel”, ao invés de comparar o Brasil, como anão diplomático e envolver resultados negativos do futebol na copa do mundo, deveriam respeitar e agradecer ao Brasil em nome de Osvaldo Aranha.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 26 de Julho de 2014.
Dario Belibaldo Acacio