domingo, 16 de março de 2014

O que se espera num ano político




O que se espera num ano político

As movimentações são contínuas no Brasil em um ano eleitoral, ainda mais quando se trata de cinco cargos eletivos na disputa a ser realizada no primeiro domingo de outubro, dia 05.

Na Câmara Federal são 513 vagas para deputados federais e no Senador Federal são 27 vagas neste pleito, considerando que na eleição de 2010 foram eleitos 2/3, ou seja, 54. As Assembléias Legislativas com seus respectivos candidatos em todas as Unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, além dos vinte e sete candidatos a Governador.

A partir do mês de julho quando se confirmar todas as candidaturas inicia-se o processo de campanha eleitoral de 90 dias autorizados pela justiça eleitoral, objetivando ocupar as cadeiras do legislativo e executivo.

A cadeira de Deputado Federal, mais cortejada, tem o mandato de quatro anos, podendo ser reeleito de forma ilimitada, recebe um salário de R$ 26 mil,  e acrescentado os auxílios chegam acima de R$ 120 mil. Na eleição de 2010, cada deputado eleito arrecadou em média R$ 1,1 milhão isto é, comprovado pela justiça eleitoral.

O Congresso Nacional tem histórias reais, cerca de 20% dos deputados e senadores suas respectivas  famílias estão na política desde 1822, ou seja, o trisavô foi deputado ou senador e hoje os trinetos exercem o poder, demonstrando que o poder trabalha para o próprio poder.

Considerando os políticos de forma geral e analisando os vereadores, prefeitos também existem esta situação semelhante, alguns nomes e sobrenomes estão em evidência desde a época dos nossos avôs, transparecendo aos eleitores em geral, que somente aquelas pessoas têm o dom ou a força de vontade para continuar na política.

Diante desta realidade que parece muito a monarquia disfarçada de democracia, temos um ano eleitoral que via de regra pode seguir os modelos tradicionais e, em 2015 vermos tomar posse grande parte dos políticos atuais, independente se eles trabalharam para a população ou se fizeram apenas o seu nome soar como o “político que precisa viver da política”.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 16 de Março de 2014
Dario Belibaldo Acacio

segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval



Carnaval 


Acredito que existem benefícios para a sociedade brasileira, que de alguma forma sempre apóia este evento denominado carnaval, ano após ano esta festa que ocorre com grande ênfase nas cidades maiores e que  dá ao Brasil o título de país do carnaval, ou ainda em geral brasileiros costumam dizer que o país inicia o ano a partir do carnaval.


Estes conceitos construídos demonstram um comportamento passivo, que inclusive faz o brasileiro aproveitar do feriado criado, aliás, “quem não gosta de um dia vermelho no calendário” independente da origem do feriado ou do significado, para o trabalhador um dia de folga faz bem à saúde ao bem estar, pois pode viajar com a família ou descansar.


O carnaval sendo feriado religioso poderia ter direcionamentos menos conturbados, mas da sua origem na  Grécia a 600 a. C. passando pela modernização em Paris no século XIX até os dias atuais, infelizmente sua prática tem alegrado alguns e certamente entristecido  muitos.


Nos sambódromos nas quadras e salões onde acontece o carnaval, Brasil a fora, qual comemoração de fato está acontecendo?  Há uma arte e cultura envolvidas nas atividades? Os empregos gerados na confecção das fantasias são compensadores? Os atos criminais, violência, doenças, mortes, estupro, roubo e outras atrocidades podem ser considerados comuns na época do evento?


As estatísticas nos preocupam, quando afirmam concentrar no mês de novembro o maior índice de mães adolescentes que inclusive não tem certeza quem é o pai, mas qual influência destes dados na opinião pública? Seria a divulgação pelo ministério da saúde do uso de preservativos. 


Diante de uma realidade cruel, que valores humanos têm sido construídos na sociedade brasileira, quais os lucros para o Brasil, a exploração turística do carnaval compensa aos cofres públicos e empresas privadas, em detrimento da vergonha brasileira nos índices de violência durante o evento que tira vida de inocentes, além de outros graves crimes cometidos. Onde fica o orgulho brasileiro por ser o primeiro no carnaval, quais os benefícios e qual bem concreto fica de fato ao país.



Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 03 de Março de 2014

Dario Belibaldo Acacio


domingo, 19 de janeiro de 2014

Sarney e os atrasos do Brasil (Maranhão)



Sarney e os Atrasos do Brasil

Precisou de um sistema carcerário, prisional falido do Brasil  mostrar ao mundo o quanto não se preocupa com educação e formação de seres humanos.

Sarney comanda o Maranhão há décadas, inclusive seus filhos alternam no poder, seja no governo, senado, deputados e prefeitos de cidade onde nem moram. Ex-presidente da República, ex-presidente do Senado por quantas vezes quis ser, venerado por muitos e odiado também. José Sarney (como é conhecido), comandou o Brasil por cinco anos e o Senado, Congresso Nacional talvez até ele tenha perdido as contas, no entanto o Estado o qual tem sua origem, está  entre os mais miseráveis do País.

Sua família com todos os meios de comunicação, jornal e canais de televisão, sempre conseguiram transmitir uma mensagem de otimismo de forma tão forte, que até os miseráveis têm esta família como os únicos que conseguem governar a eles. 


A falência do sistema prisional demonstra uma pequena ponta de um problema “cultivado há décadas”, fazendo do Estado um verdadeiro curral eleitoral, onde cidadãos se conformam e acreditam piamente no trabalho político da família, ainda que o trabalho não exista.

Os políticos do Brasil em geral, também veneram estes nomes, pois os Sarneys estão nos bastidores do poder desde o regime militar, transcendendo a social democracia até os governos considerados progressista, ou seja Lula e Dilma também se renderam aos poderes exercidos por Sarney, defendendo-os em todas as circunstâncias.

Esperamos que a população, (eleitores) mudem a situação, elegendo políticos menos ruim capazes de alterar o modo de administrar e promover melhor condições para as pessoas, através de empregos, a fim de que o crime não sobressaia e precise menos presídios no Estado, pois a miséria eleva a criminalidade, e os crimes eleitorais só faz aumentar a miséria da população.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 19 de Janeiro de 2014
                                                                                                                      Dario Belibaldo Acacio

domingo, 5 de janeiro de 2014

Tributo (a Nelson Ned) / um grande cantor

Tributo para um grande cantor

Embora não seja do tempo tão antigo, mas gosto de observar os acontecimentos históricos, pois a vida é uma sequência só interrompida com a morte, mas durante o viver não há espaço para ficar sem aprender ou perceber algo de diferente sendo publicado na mídia.

Gostaria de dedicar este espaço para o pequeno em estatura, mas grande cantor, Nelson Ned que fez muita história na música brasileira e também internacional, sendo conhecido em todas Américas.

A música de mais sucesso de Nelson Ned, foi gravada pela primeira vez três anos antes de minha existência, isto é, em 1969, a música Tudo  Passará, que por sinal teve mais de 40 regravações em virtude do sucesso. Certamente todas as outras fizeram sucesso, pois o mantiveram na mídia até 2003, quando sofreu um AVC.

Atualmente as notícias são que Nelson Ned está com diversas complicações no estado de saúde, mas deixo aqui a manifestação de solidariedade ao cantor, toda família em especial uma irmã (Neuma), que sempre tem cuidado do irmão.

Que Deus dê força para a família, e registro a gratidão pela bela voz presenteada a todos durante muitas décadas, se Nelson Ned tiver a saúde recuperada que seja para dar mais alegrias e transmitir mensagens positivas, caso contrário ficarão as memórias das músicas inesquecíveis.

                                                 Assis Chateaubriand, Pr Brasil
                                                 05 de Janeiro de 2014

domingo, 29 de dezembro de 2013

Mais um ano

Mais um ano

Com tantos acontecimentos que marcaram este ano que se finda, certamente existem dificuldades para considerar qual ou quais foram mais importante na vida do País, do Estado e do Município onde moramos.

Ao lembrar que a vida é composta por momentos úteis, inúteis, bons, ruins ou de felicidades e de tristezas também, torna-se importante observar que cada um de nós temos um jeito especial de avaliar estas situações, dependendo das condições vividas, não apenas em um ano mas em toda a história de vida.

Para algumas pessoas o primeiro emprego pode ter feito a diferença, para outras a troca por um melhor emprego foi o grande momento do ano. Enquanto que na vida  de outro foi a conquista de mais uma série no estudo, a aprovação no vestibular, o prêmio na mega sena ou em uma outra aposta. 

Diante destes poucos exemplos, gostaria apenas de estar presente no meio destas situações, definindo aqui como destaque dois grandes motivos para a minha vida ser lembrada como únicos, sublimes, marcantes e incomparáveis, no trabalho tive a honra de assinar e ver iniciar uma grande reforma no Colégio que sou diretor, considerando esta conquista na vida profissional. 

Na vida pessoal e familiar, tive a maior conquista neste ano 2013, marcando para sempre o meu viver, quando no dia 23 de outubro chegou em meu lar a mais nova moradora, minha filha Damares dos Reis Acacio, sendo um momento ímpar que mudou eternamente a minha vida, pois além de trazer alegria e satisfação, a Damares me fez acreditar muito mais na vida, elevando a auto estima e, dando muito mais ânimo rumo a grandes vitórias que acredito conquistar em breve.

Minha gratidão a Deus pela vida, a minha família pela compreensão do meu trabalho, aos colegas de trabalho à minha companheira / esposa Vanda, a todos parentes e amigos que fizeram parte da minha vida em 2013.

Obrigado e, desejo que a história de cada um construída neste ano, sirva de alicerce para a materialização dos projetos 2014.


                          Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil
                                    29/12/2013

 

domingo, 17 de novembro de 2013

As voltas que o mundo oferece – Pizzolato



As voltas que o mundo oferece – Pizzolato

Em 1991 no segundo semestre, quando atuava de Coordenador do Projeto Brigadas do Trabalho, no Centro de Proteção da Vida em Assis Chateaubriand, PR, tive a oportunidade de receber uma palestra sobre “Formação Sindical”  do Sr. Henrique Pizzolato, na época achei muito interessante recebê-lo, considerando conhecê-lo apenas pela televisão, pois um ano antes teria sido um dos candidatos a Governador do Paraná.

A reunião foi realizada no Salão comunitário do Jardim Progresso – Assis Chateaubriand, na ocasião foram convidados moradores do bairro, principalmente as lideranças com intuito de fortalecer movimentos sociais e sindicalistas visando instituir um sindicato para mobilizar os trabalhadores rurais desempregados na época, pois existiam muito trabalhadores (volantes) bóias-frias e a demanda de trabalho eram por um período apenas do ano.

Dentre o conteúdo abordado sobre a importância da formação sindical, o Sr. Henrique Pizzolato, abordou questões raciais, valorização do trabalhador, a necessidade de fiscalizar o poder público e exigir  vagas de trabalho a  todos, inclusive citou que tinha servido o exército em Brasília DF, na guarda que fica no Palácio do Planalto, referindo aos casos de racismo, “disse que os negros do exército sempre eram deixados mais ao fundo da tropa para que chefes de estado e outras autoridade, não os vissem”.

Aquela fala contextualizada com a realidade social do bairro Jardim Progresso, ocorrida numa tarde de sábado com um público de aproximadamente 40 pessoas, demonstrava a necessidade de exigir um Estado forte que pudesse dar condições de vida digna a todos, com trabalho e renda, ensinando aos presentes a necessidade constante de fiscalizar  cobrar do poder constituído os gastos públicos em prol do trabalhador.

Atualmente o discurso de Pizzolato pode ter o valor para muitos, mas para ele, que aproveitou de sua condição política e através de suas articulações políticas com seus companheiros, conquistou espaço e ao invés de contribuir para o Estado ser forte na vida dos cidadãos comuns, fez o Estado forte em sua vida particular, chegando ao inverso de seu  discurso,  a necessidade de “corruptos ir para a cadeia”, agora inverteu a situação e o próprio está condenado.

Que esta situação pertinente a  vida do Sr. Henrique Pizzolato, sirva como exemplo no sentido de não esquecer os discursos em prol do social e do trabalhador, mas  acima de tudo respeitar o trabalhador e praticar ações que beneficiem a população em geral.

Dario Belibaldo Acacio
Assis Chateaubriand, PR, Brasil


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terça-feira, 5 de novembro de 2013

A comunicação no mundo

A comunicação no mundo


O ato de falar, desde os primórdios da civilização, deixou de ser a única forma de comunicar no mundo. Logo os primitivos começaram a utilizar sinais em pedras nas árvores, nas diversas situações que permitiam transmitir mensagens às pessoas que passassem no mesmo local.

As tribos indígenas e outras civilizações antigas, ainda usam galhos de árvores, fumaça e sons diferentes para alertar sobre acontecimentos, sejam estes risco de vida, festas e outros fatos diários.

A partir das grandes evoluções e revoluções industriais, a comunicação no campo e, principalmente na cidade tiveram um impacto enorme na vida do cidadão em geral. A comunicação de carta que demorava anos, depois foi reduzida para meses, dias e atualmente no correio eletrônico torna-se possível comunicar em segundos.

Considerando a comunicação através do som, as redes de telefonias têm conseguido um êxito aparentemente imensurável, pelo tanto de ampliação deste meio de comunicação que avança triunfalmente no mundo globalizado.

O telefone fixo era um aparelho de elite e ainda ao adquirir uma linha, precisava aguardar mais de 1 ano, para receber a instalação, atualmente além do custo ser muito baixo se comparado aos anos 80 e 90, existem empresas que vendem linha telefônica no mesmo estilo de vendedor de picolé, passam nas ruas  avisando pelo alto falante que está vendendo e instalando linha telefônica imediatamente.

A telefonia celular inventada em 1956, chegou ao Brasil no ano de 1990, tendo algumas resistências pela população, agora em 2013, conforme os dados do IBGE o Brasil tem uma população de 201.000.000 de habitantes que possuem 267.000.000 de celulares.

Diante desta realidade é possível analisar o quanto esta invenção da Ericsson mudou a vida dos brasileiros e do mundo, pois o quanto as  pessoas tornaram informadas e ao mesmo tempo escravas de um pequeno aparelho, em nome da informação.

Hoje as pessoas, namoram, casam, matam, compram, vendem, fotografam, escrevem, enfim se comunicam, deixando sempre algumas dúvidas, o celular ajuda o ser humano ou também pode destruir? Mas não deixando de considerar estas questões, a humanidade deve reconhecer que este pequeno meio de comunicação, revolucionou a vida do ser humano em geral.

Dario Belibaldo Acacio
Assis Chateaubriand, Pr, Brasil