domingo, 25 de maio de 2014

Copa no Brasil



Copa no Brasil

Uma diferença imensa marcou duas datas distintas na história do futebol, envolvendo o Brasil e a copa do mundo, são elas dia 10 de março do ano 1983 e, 30 de outubro de 2007, a primeira causou muita tristeza ao presidente da CBF Sr. Giulite Coutinho e a segunda aparente alegria ao Sr. Ricardo Teixeira.

No ano 1983, ao considerar a crise que o Brasil estava vivendo “dívida externas”, empréstimos junto ao FMI, mobilizações em prol das diretas já, o presidente e General João Batista Figueiredo, mesmo recebendo abaixo assinado de deputados a favor da realização da copa do mundo de 1986, vetou e disse não a FIFA.

Passados mais de duas décadas o Brasil vive o drama iniciado em outubro de 2007, ou seja, aquilo que era para ser um motivo de festa, aliás, o anuncio da FIFA, fez muita gente dançar um carnaval fora de época em várias cidades brasileiras, mas é possível que muitos destes dançarinos estejam atualmente nos movimentos de inconformismo com os gastos da copa.

As doze sedes dos jogos da copa do mundo de 2014 ainda apresentam alguns problemas e ninguém quer ser dono dos problemas, principalmente em virtude dos protestos que condenam os gastos exorbitantes no mundial, estimado em 67 vezes maior, se comparado ao custo da copa de 1950.

Diante de todas as reações das ruas (manifestações), os políticos de forma geral não estão fazendo propagandas da copa, estão assumindo o papel como se a situação fosse um problema de Estado e não do Governo (mandato), pois quanto mais surgir problemas, estes serão atribuídos para quem está no poder.

Infelizmente o governo eleito seja qual instância for, tem mandato a cumprir e responde pela execução dos atos públicos da população, neste caso,  é legítima a  indignação com os gastos, no entanto o governo também teve sua legitimidade em colocar o Brasil na disputa para sediar o mundial, e em nome da população firmou compromissos com a FIFA e terá que cumprir.

Portanto enquanto cidadão, tenho convicções que o padrão FIFA para o futebol, dificilmente o Brasil vai oferecer aos brasileiros pelo menos em médio prazo, mas vejo que as manifestações deveriam ter acontecido principalmente durante a candidatura do Brasil em 2007, pois assim os movimentos teriam alcançados seus objetivos no sentido do Brasil não ter o mundial, isto também não garantiria a meu ver os padrões FIFA no atendimento das políticas públicas no Brasil.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 25 de Maio de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 18 de maio de 2014

O exagero dos protestos



O Exagero dos protestos


O Brasil tem vivido constantes mudanças sociais e econômicas, nos últimos anos houve uma melhoria visível nas condições de vida da população, elevando auto-estima e visão sobre o desenvolvimento político do país.


Em 2013 todos puderam perceber que os protestos no Brasil clamavam por mudanças para melhoria da qualidade de vida, isto é, o Brasil sendo um país emergente começa a conceder oportunidades em todos os sentidos, mas também abrir arestas que a população emergente começa enxergar como necessidades de avanços, principalmente na economia.


Os políticos que estão e querem o poder, ficaram perplexos com toda movimentação marcada pelas redes sociais, inclusive muitos políticos não quiseram comentar muito, pois embora os protestos contra a copa e a favor de melhorias, pareçam ser encomendados por partidos, ao mesmo tempo não representa ser, então dependendo do enfoque dos políticos em ano de eleição, pode significar a perca de voto.


Independente das questões eleitorais, o importante neste momento seria o governo federal, estadual e legislativo tomar iniciativas que possam coibir certos movimentos e protestos, pois chegamos a alguns extremos, quando tivemos o jornalista da Bandeirantes assassinado com fogos de artifícios em um protesto e o fato recente da Sra. Fabiane de 33 anos, cruelmente assassinada por linchamento a partir de informações do facebook.


Dois casos de origens diferentes, mas com resultados trágicos, é preciso cobrar sobre assuntos sociais, econômicos e segurança nas manifestações, mas desde que seja feito apenas a manifestação, para as questões de segurança existem profissionais que trabalham nesta área, a justiça existe para atuar e aplicando a lei, ou ainda no caso do jornalista, foi o caso de abuso ao usar bombas para explodir  pessoas, lojas, veículos etc. 


Certamente se faz necessárias aplicações de leis mais severas a todos que tiverem estas intransigências seja destruição do patrimônio ou justiça com as próprias mãos, pois somente através do rigor da lei aplicado pela justiça poderá diminuir estas situações.



Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 18 de Maio de 2014

Dario Belibaldo Acacio

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Corrida da Fórmula 1, de fato

Corrida da Fórmula 1, de fato

Depois de vários anos assistindo as corridas de fórmula 1, com certa desconfiança em relação a organização da mesma, desde que um brasileiro deixou  o alemão Schumacher ultrapassar perto da linha de chegada, por força da da marca Ferrari no dia 12 de maio de 2002.

Após o episódio citado, tivemos outras situações semelhantes inclusive em julho de 2010, quando Massa deixou Alonso ultrapassar e vencer a corrida.

Ontem domingo 06 de abril tive a sensação de ver uma competição real entre os pilotos da fórmula 1, em geral, espero não estar enganado e, estar assistindo uma corrida combinada.

Quando percebi as equipe Mercedes e inclusive a própria Willians onde está o piloto Felipe Massa, competindo entre os dois pilotos, tive até mais interesse de assistir a Fórmula 1, em se tratando dos brasileiros que tinham nos proporcionado vexame.

Na corrida anterior,  no Grande Prêmio da Malásia, começamos a perceber que Felipe Massa resolveu contrariar as ordens de sua equipe e não deixou o companheiro passar, portanto ontem esta situação se confirmou e ainda contagiou outras equipes, demonstrando uma verdadeira competição, pois tinha algumas corridas que não assistíamos um grande espetáculo igual o grande prêmio do  Bahrein, isto é uma corrida de fato.


Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 07 de Abril de 2014.
Dario Belibaldo Acacio.

sábado, 22 de março de 2014

Dia da Água



Dia da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU(Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado à discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). 

Importante frisar que não basta existir um dia específico de se lembrar e comemorar, a necessidade do ser humano de ingerir a água, deve ter a mesma proporção de interesse em preservar através do consumo racional, sem desperdiçar o líquido precioso.

Alguns especialistas afirmam que até o ano 2030, o Brasil terá de aproveitar a água nas formas de reciclagem européias. Na Europa existem países onde a água consumida é resultado da água reciclada que fora canalizada na rede de esgoto, ou seja, a água que o ser humano ingere teve o processo de limpeza “reciclagem”.

A reciclagem da água de “esgoto” é realizada  por meio da hidrólise térmica, em que o lodo do esgoto é colocado em um recipiente que simula uma grande panela de pressão. Em seguida, sob alta temperatura e pressão, a tampa é aberta e as células das bactérias estouram o que ocasiona a desintegração e dissolução das estruturas celulares.

Para os pesquisadores que atuam no trabalho de reciclagem, a água de esgoto reciclada, torna-se própria para o consumo, porém existe a “rejeição psicológica do consumidor”, pois ao saber de onde veio a água disponível no copo é preciso estar com muita sede, para aceitar ingerir.

Se no Brasil, houver economia e respeito pela água, será possível que a reciclagem de água de esgoto para consumo, possa demorar um pouco mais.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 22 de Março de 2014
Dario Belibaldo Acacio

domingo, 16 de março de 2014

O que se espera num ano político




O que se espera num ano político

As movimentações são contínuas no Brasil em um ano eleitoral, ainda mais quando se trata de cinco cargos eletivos na disputa a ser realizada no primeiro domingo de outubro, dia 05.

Na Câmara Federal são 513 vagas para deputados federais e no Senador Federal são 27 vagas neste pleito, considerando que na eleição de 2010 foram eleitos 2/3, ou seja, 54. As Assembléias Legislativas com seus respectivos candidatos em todas as Unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, além dos vinte e sete candidatos a Governador.

A partir do mês de julho quando se confirmar todas as candidaturas inicia-se o processo de campanha eleitoral de 90 dias autorizados pela justiça eleitoral, objetivando ocupar as cadeiras do legislativo e executivo.

A cadeira de Deputado Federal, mais cortejada, tem o mandato de quatro anos, podendo ser reeleito de forma ilimitada, recebe um salário de R$ 26 mil,  e acrescentado os auxílios chegam acima de R$ 120 mil. Na eleição de 2010, cada deputado eleito arrecadou em média R$ 1,1 milhão isto é, comprovado pela justiça eleitoral.

O Congresso Nacional tem histórias reais, cerca de 20% dos deputados e senadores suas respectivas  famílias estão na política desde 1822, ou seja, o trisavô foi deputado ou senador e hoje os trinetos exercem o poder, demonstrando que o poder trabalha para o próprio poder.

Considerando os políticos de forma geral e analisando os vereadores, prefeitos também existem esta situação semelhante, alguns nomes e sobrenomes estão em evidência desde a época dos nossos avôs, transparecendo aos eleitores em geral, que somente aquelas pessoas têm o dom ou a força de vontade para continuar na política.

Diante desta realidade que parece muito a monarquia disfarçada de democracia, temos um ano eleitoral que via de regra pode seguir os modelos tradicionais e, em 2015 vermos tomar posse grande parte dos políticos atuais, independente se eles trabalharam para a população ou se fizeram apenas o seu nome soar como o “político que precisa viver da política”.

Assis Chateaubriand, Paraná, Brasil, 16 de Março de 2014
Dario Belibaldo Acacio